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15 janeiro, 2012

Ovos no forno com feijão preto e tomate


Ainda há um par de anos atrás dizia eu que não gostava de feijão. “Feijão só do vermelhinho e na sopa”. Pois é, como as coisas mudam. Juntam-se uns temperos, experimentam-se novos sabores, e o que antes nos fazia torcer o nariz faz agora pedir bis.

Estes ovos assados com feijão são tipicamente mexicanos e na sua versão original incluem green chilies, os quais tive de omitir por não conseguir encontrá-los. De qualquer das formas, com ou sem green chilies, deliciámo-nos!



Para 2-3 pessoas
Adaptado daqui.

1 cebola pequena bem picada
2 colheres de chá de azeite
½ colher de chá de cominhos em pó
½ colher de chá de coentros em pó
¼ colher de chá de chili em pó (ou 1 malagueta sem as sementes)
1 lata de 400 g de tomate pelado, com o molho
1 lata de 400 g de feijão preto
3 ovos
¼-1/2 chávena de queijo ralado (usei mozzarella)

Preparação

1.    Escorrer o feijão preto e lavar com água fria até desaparecer a espuma. Deixar escorrer novamente.

2.    Aquecer o azeite numa frigideira pequena, com beiradas altas, e saltear a cebola por 2 minutos. Adicionar os cominhos, os coentros e o chili (ou malagueta) e saltear por mais 2-3 minutos.

3.    Adicionar os tomates com o molho e o feijão preto escorrido à cebola e deixar fervilhar durante 20 minutos, até a mistura espessar um pouco.

4.    Pré-aquecer o forno a 230 oC. Untar levemente um tabuleiro grande (ou individuais) com azeite.

5.    Colocar metade da mistura de feijão no fundo do tabuleiro. Com cuidado, partir os ovos sobre a mistura. Colocar o resto da mistura de feijão em volta dos ovos, evitando tocar nas gemas.

6.    Levar o tabuleiro ao forno por 5-15 minutos, dependendo se prefere a gema mal ou bem cozida. Retirar o tabuleiro.

7.    Ligar o grill do forno. Polvilhar o feijão e ovos com o queijo ralado e levar ao grill por 2-3 minutos, até o queijo estar derretido.
 


Uma combinação de sabores simples e perfeita. J

14 janeiro, 2012

Sharlotka de maçã


Desde que vi esta receita recentemente no Smitten Kitchen que fiquei com imensa vontade de a experimentar. Um doce típico da Rússia, difícil de definir, que fica algures entre um clafoutis e um bolo. É basicamente composto por maçã em pedacinhos, com uma massa sem gordura a dar-lhe suporte. Sem dúvida diferente, um doce não muito doce que pode ser servido como sobremesa ou ao lanche, acompanhado por um chá ou café. Por aqui foi aprovadíssimo! Vale a pena experimentar.




Sharlotka de maçã
Retirada daqui.

6 maçãs grandes*
3 ovos grandes
200 g de açúcar
1 c. chá de extrato de baunilha
125 g de farinha
1/3 colher de chá de bicarbonato de sódio
Canela em pó para polvilhar
Açúcar em pó para polvilhar

Preparação

1.    Pré-aquecer o forno a 175 oC. Forrar o fundo duma forma de cheesecake com papel manteiga e untar o papel e os lados da forma com manteiga (pode usar uma forma normal, forrada com papel manteiga untado – deixe beiras do papel de fora para conseguir depois retirar de dentro da forma).

2.    Descascar, descaroçar e cortar as maçãs em pedaços médios (cortar as maçãs em metades e cada metade em 4 tiras. Cortar depois as tiras em fatias de 0.5 cm). Amontoar as maçãs na forma.

3.    Num recipiente grande, com a batedeira, bater os ovos com o açúcar até ficar uma mistura clara e cremosa. Adicionar a baunilha e bater. Envolver a farinha com uma colher, apenas até incorporar. A massa ficará bastante grossa.

4.    Verter esta massa sobre as maçãs na forma, usando uma colher ou espátula para espalhar a massa de modo a cobrir todas as maçãs expostas. Levar ao forno por 55 a 60 min, ou até que um palito saia seco.

5.    Arrefecer na forma por 10 min sobre uma grade. Virar noutra rede, retirar o papel vegetal e virar novamente para um prato de servir. Polvilhar levemente com canela em pó.

6.    Servir quente ou arrefecido, polvilhado com açúcar em pó.


* A receita original indica a utilização de maçãs tipo Granny Smith, mas eu usei uma combinação de maçãs golden e reineta. A doçura da sobremesa é muito dependente da doçura das maçãs, por isso escolham as maçãs de acordo com a doçura que pretendem ter no final.

Preferimos a sharlotka já fria, pois achamos que se sentem melhor os sabores. A inclusão de frutos secos, como nozes picadas, também deverá ficar uma delícia.

12 janeiro, 2012

Cookies com pepitas de chocolate e coco


Ficam-me quase sempre com o mesmo ar, os cookies. Posso descrevê-los, de forma simpática, como ‘rústicos’. J Mas são provavelmente aquilo que eu mais gosto de fazer na cozinha. Adoro misturar os ingredientes, não resisto a provar a massa ainda crua (então se tiverem flocos de aveia...), adoro ver as modificações que sofrem no forno (não é incomum encontrarem-me sentada em frente ao forno a assistir ao 'filme'), e adoro comê-los. J Nunca resisto a dar-lhes uma mordidela ainda quentes, mas gosto sempre mais deles depois de bem frios, normalmente no dia seguinte.

Estou sempre em busca de receitas novas e, para mim, um dos melhores blogs de bolachinhas é sem dúvida o Technicolor Kitchen, cheio de fotos e receitas deliciosas. E é de lá que vêm estes saborosos cookies, com a mistura infalível de coco e chocolate.
  


Para 45 cookies pequenos
Ligeiramente adaptado daqui.

113 g de manteiga sem sal, à temperatura ambiente (usei margarina Becel original)
50 g de açúcar granulado
130 g de açúcar mascavado claro (usei açúcar amarelo)
1 ovo
1 colher de chá de extrato de baunilha
210 g de farinha de trigo
¾ colher de chá de bicarbonato de sódio
¼ colher de chá de sal
150 g de coco ralado
225 g de pepitas de chocolate amargo (ou chocolate amargo cortado em pedacinhos)

Preparação

1.   Pré-aquecer o forno a 180°C. Forrar um tabuleiro de beiras baixas com papel manteiga.

2.   Num recipiente grande, bater a manteiga/margarina e os açúcares com a batedeira até obter uma mistura cremosa e clara, mas não fofa. Raspar as laterais do recipiente com uma espátula de silicone. Acrescentar o ovo e a baunilha e bater para incorporar. Raspar novamente as laterais da tigela.

3.   Noutro recipiente, misturar bem a farinha, o bicarbonato e o sal. Com a batedeira em velocidade baixa, acrescentar os ingredientes secos à mistura da manteiga e misturar só até incorporar (não bater demais). Com a espátula de silicone, incorporar o coco e as pepitas/pedacinhos de chocolate.

4.   Fazer bolinhas com 1 colher de sopa levemente cheia de massa. Colocar afastadas no tabuleiro preparado e pressionar cada bolinha levemente com a mão (usando margarina não é necessário fazer isto). Levar ao forno por 11-13 minutos ou até que dourem nas extremidades mas ainda estejam molinhos no centro.




E um a um (ou dois a dois) lá se vai esvaziando a minha caixinha de cookies. Até uma nova fornada. J

10 janeiro, 2012

Estufado vegetariano de legumes e feijão


Dias luminosos deixam-me feliz. Gosto do sol e do frio. Dias assim fazem-me sentir que é possível conquistar todos os desafios que vão aparecendo, e tudo parece mais simples. J 
Nestes dias frios, e na falta de uma lareira, procuro o calor à volta da mesa e dos tachos. Pratos quentes, saudáveis, cheios de cor e sabor. Variando de acordo com o que vou tendo na despensa, o estufado da Gasparzinha nunca deixa de nos encher o estômago e a alma. Tão simples e tão bom! Aqui deixo-vos as indicações para as versões que mais gostei.




Para 2 pessoas
Adaptado daqui.

1 cebola pequena
1 dente de alho
1 rodela fininha de gengibre
Azeite
Sal e pimenta
½ brócolo
1 cenoura grande
½ curgete pequena
1/3 de couve lombarda (ou repolho)
1 lata de 400g de tomate
50 g de lentilhas castanhas (ou favas sem casca)
100 ml de água
½ frasco de feijão manteiga cozido, escorrido

Preparação:


1.    Cortar a couve em juliana, a cenoura em rodelas finas, a curgete em meias luas e separe os floretes dos brócolos. Descascar e ralar o gengibre.

2.    Refogar levemente no azeite a cebola e os alhos picados com o gengibre, até a cebola ficar macia. Juntar a couve, a cenoura, os brócolos e a curgete. Saltear por 5 minutos.

3.    Adicionar o tomate e molho da lata, as lentilhas (ou favas descascadas), a água e os temperos, com exceção do sal, e cozinhar por 40 minutos em lume brando. Acrescentar o feijão e o sal e deixar mais uns 5-10 minutos ao lume.




Pode acompanhar com arroz branco ou com uma fatia de pão caseiro, que é como mais apreciamos por estas bandas. J

08 janeiro, 2012

Scones clássicos


Não podendo faltar nas mesas do pequeno-almoço ou do chá das cinco no Reino Unido e afins, os scones ficam algures entre um pão e um bolo, com uma textura singular que os caracteriza. Desde a primeira vez que os provei que fiquei fã. Adoro scones e não há nada a fazer. É claro que tentei logo encontrar uma receita que me permitisse fazer scones perfeitos em casa. Felizmente encontrei esta no site da BBC, que ganha em todos os sentidos: scones deliciosos, doçura certa, textura mesmo perfeita, simples e rápidos de fazer. J




Para 8 scones
Retirada daqui.

350 g de farinha com fermento (ou 336 g de farinha + 14 g de fermento)
¼ colher de chá de sal
1 colher de chá de fermento
85 g de manteiga, cortada em cubinhos
3 colheres de sopa de açúcar refinado
175 ml de leite
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 colher de sopa de sumo de limão
Ovo batido para pincelar
 
Preparação

1.   Pré-aquecer o forno a 220 oC.

2.   Num recipiente largo, misturar a farinha com o sal e o fermento. Adicionar a manteiga e incorporar com as mãos, até que a mistura fique com uns grumos pequenos. Juntar o açúcar e misturar um pouco.

3.   Amornar o leite, adicionar a baunilha e o sumo de limão e colocar de parte por um momento (para o leite talhar).

4.   Colocar um tabuleiro forrado com papel vegetal no forno.

5.   Fazer um poço na mistura seca e adicionar o leite. Com uma faca, misturar tudo rapidamente (mexer bem, mas só até toda a farinha estar incorporada).

6.   Espalhar um pouco de farinha sobre uma bancada e deitar a massa. Polvilhar a massa e as mãos com alguma farinha e dobrar a massa 2 ou 3 vezes. Com as mãos arredondar a massa até uma altura de 4 cm (eu formei uma espécie de quadrado). O truque aqui é trabalhar a massa o mínimo possível para que depois de cozer fique com a textura crumbly tão característica dos scones.

7.   Com um cortador redondo, cortar 4 scones, juntar a massa e voltar a cortar mais 4 scones (para evitar mexer muito na massa prefiro formar um quadrado com a massa e cortar 8 scones quadrados).

8.   Pincelar o topo dos scones com o ovo batido e, com cuidado, colocá-los no tabuleiro quente.

9.   Levar ao forno por 10-15 minutos, até ficarem dourados por cima.



A massa cresce imenso no forno e fica bem alta. Os scones são uma verdadeira maravilha servidos ainda quentinhos, com manteiga e doce, como mandam os ingleses. J Mas são igualmente deliciosos simples.
Aconselho apenas a que os comam ainda quentinhos, pois vão perdendo a sua textura característica depois de frios.
 

07 janeiro, 2012

Arroz de bacalhau com grelos


Parece que ainda não nos fartamos de bacalhau. J É um fiel companheiro na mesa dos portugueses e gosta muito de variar a sua apresentação: por vezes veste trajes de gala, noutros dias surge em roupa de trabalho, e com muita frequência opta por uns trajes mais tradicionais, como este simples mas saboroso arroz de bacalhau com grelos.




Para 3 pessoas
300 g de bacalhau demolhado
1-2 colheres de sopa de azeite
1 cebola picada
1 dente de alho, descascado e esmagado
1 folha de louro
1 colher de chá de paprika
100 g de grelos
1 colher de sopa bem cheia de concentrado de tomate
50 ml de vinho branco
150-200 g de arroz
3x o volume de arroz em água (quente)
Sal q.b.


Preparação

1.   Escaldar o bacalhau em água bem quente durante 3 minutos. Retirar a pele a desfiar em pedaços grossos. Reservar.

2.   Aquecer o azeite com a cebola picada, o dente de alho esmagado e a folha de louro, até a cebola amolecer.

3.   Adicionar o bacalhau reservado e deixar tomar sabor, mexendo de vez em quando, durante uns 5 minutos. Adicionar a paprika e envolver.

4.   Adicionar os grelos e envolver. Adicionar o concentrado de tomate e envolver muito bem, deixando tomar sabor durante uns 2-3 minutos.

5.   Adicionar o vinho branco, deixar levantar fervura e adicionar o arroz, mexendo. Deixar cozer por uns 2 minutos.

6.   Adicionar a água quente, aos poucos, envolvendo tudo. Tapar e deixar ferver, em lume brando, durante 15-20 minutos, até o arroz ficar cozido. Quase no fim, acertar o sal a gosto. Se necessário, durante a cozedura adicionar um pouco mais de água quente para que fique um arroz malandrinho.

06 janeiro, 2012

Rabanadas no forno: leite e vinho


Sinto sempre um certo vazio após o Natal. É a minha época preferida do ano e quando termina sinto-me sempre um pouco perdida. Mas rapidamente me animo e inicio o novo ano sempre cheia de optimismo e vontade!
Mas como ainda tenho a árvore enfeitada na sala e é dia de Reis, acho que um docinho natalício não fica nada mal. Além disso, rabanadas sabem bem o ano inteiro. J
Estas não são fritas. Foram a minha terceira tentativa de rabanadas no forno e finalmente obtive um resultado que me satisfez: cor bonita e sabor e textura idênticos às fritas. De facto, o principal problema das rabanadas no forno é que podem ficar demasiado secas, mas estas ficaram tão molhadinhas e deliciosas como as originais.
E aqui deixo duas versões, com leite e com vinho. Se me dessem a escolher… comia uma de cada. Ou duas. J



Rabanadas de leite
½ cacete de pão com pelo menos 2 dias
550 ml de leite
80 g de açúcar
1 colher de sopa (20 g) de mel
1 pau de canela
2 ovos grandes

Rabanadas de vinho
½ cacete de pão com pelo menos 2 dias
350 ml de vinho tinto
200 ml de água
120 g de açúcar
1 colher de sopa (20 g) de mel
1 pau de canela
2 ovos grandes

Canela em pó para polvilhar

Calda de vinho do Porto
2 colheres de sopa de açúcar
2 colher de sopa de vinho do Porto
2 colheres de sopa de água
1 colher de chá de extrato de baunilha
 

Preparação

1.   Cortar o cacete em fatias com a espessura de 1 dedo gordo.

2.   Untar muito bem um tabuleiro de forno com manteiga ou, preferencialmente, usar papel vegetal (as rabanadas colam-se muito ao tabuleiro). Para que fiquem com uma cor mais douradinha, usar um tabuleiro escuro, que retenha mais o calor.

3.   Num prato, bater bem os ovos e reservar.

4.   Aquecer o leite ou vinho com o açúcar, mel e pau de canela. Pré-aquecer o forno a 200 ºC.

5.   Colocar duas fatias de pão num prato fundo e verter o leite/vinho quente sobre o pão. Deixar embeber muito bem, porque as rabanadas no forno têm tendência a secar. Se neste passo as deixar ficar bem embebidas no leite ou vinho, irá obter rabanadas bem molhadinhas, idênticas às fritas.

6.   Com uma escumadeira, retirar as fatias de pão do leite/vinho e passá-las pelo ovo (como as fatias vão estar bem molhadas no leite/vinho, ter cuidado para que não se desfaçam ao manusear). Colocá-las no tabuleiro untado/forrado.

7.   Repetir o processo com todas as rabanadas (ou as que caibam no tabuleiro J) e levar ao forno durante aproximadamente 20 minutos, virando as rabanadas a meio tempo.

8.   Entretanto, pode preparar uma pequena calda de vinho do Porto, levando ao lume todos os ingredientes e deixando ferver durante uns 3 minutos.

9.   Quando as rabanadas estiverem prontas, pode simplesmente polvilhá-las com açúcar e canela, ou polvilhá-las com canela e verter um pouco de calda sobre elas.
 

Como as rabanadas ficam muito húmidas, nem precisam de calda, basta o açúcar e a canela. Mas esta caldinha é tão saborosa que um bocadinho em cada rabanada fica sempre bem. J

04 janeiro, 2012

Empadão de couve-flor e nabo


Mais uma receita do lindo livro da Susana. Como seria de esperar, ficou muito saboroso! Não ficou bonito como o da foto do livro, mas o paladar está todo lá, e é isso que interessa. J




Para 6 pessoas
Receita ligeiramente adaptada do livro “Velocidade Colher – Entre Tachos e Bimby” da Susana.

Pão ralado
50 g de pão seco
4 folhas de manjericão fresco (usei salsa)

Puré
1 cebola
4 dentes de alho
2 colheres de sopa (30 g) de manteiga
500 g de couve flor, em pedaços
500 g de nabo, em pedaços*
400 ml de leite
Sal e pimenta preta q.b.
Noz moscada q.b.
1 colher de sopa de mostarda

Recheio
30 ml de azeite
500 g de salsicha fresca de peru, sem pele, em pedaços
1 cebola
2 dentes de alho
100 g de alho francês (parte branca)
1 cenoura (80 g)
400 g de tomate maduro
50 ml de vinho tinto
Sal e pimenta preta q.b.


Preparação

Pão ralado

1.   Triturar o pão seco com o manjericão (ou salsa) e reservar.

Puré

2.   Para o puré, refogar a cebola picada na manteiga. Juntar a couve-flor e o nabo, adicionar o leite e deixar cozer.

3.   Coar o leite e reservar. Triturar a couve-flor e o nabo com o passe-vite e devolver o puré ao tacho. Adicionar o leite reservado aos poucos, até obter a consistência a gosto. Temperar com sal, pimenta e noz-moscada e envolver a mostarda.

Recheio
4.   Retirar a pela das salsichas e dourar a carne num fio de azeite, desfazendo-a com a colher de pão. Retirar e reservar.

5.   Picar a cebola, o alho, o alho-francês e a cenoura e refogar tudo em azeite até que os legumes amoleçam.

6.   Juntar o tomate (pelado e partido em pedaços) e o vinho e, depois de levantar fervura, adicionar a carne reservada. Temperar com sal e pimenta e deixar cozinhar durante cerca de 30 minutos. Retificar os temperos.

7.   Pré-aquecer o forno a 180 oC.

8.   Dispor metade do puré num tabuleiro refratário e com uma escumadeira distribuir a carne por cima. Cobrir com o restante puré e polvilhar com o pão ralado.

9.   Levar ao forno durante 30 minutos e depois deixar arrefecer uns minutos antes de servir. Acompanhar com uma salada de folhas verdes ou com legumes salteados.



* A minha intenção era utilizar apenas couve-flor, mas quando ia fazer a receita reparei que não tinha a quantidade suficiente e decidi arriscar com o nabo. Gostei muito do resultado, mas para quem não aprecia o sabor do nabo é melhor utilizar apenas couve-flor. 

02 janeiro, 2012

Falafel


Tradicional do médio oriente, falafel são bolinhos feitos de grão-de-bico, favas ou uma mistura de ambos, desfeitos em pasta, misturados com especiarias e fritos. Geralmente servidos em pão pitta com salada de molho tahine, fazem as delícias de muitos.

Embora a versão original seja frita, é possível encontrar alternativas mais saudáveis, quer no forno, quer usando frigideiras anti-aderentes com pouquíssimo óleo, que resultam em bolinhos que embora não idênticos aos originais, são na mesma deliciosos. Ora tendo eu um certo medo de frituras (digamos que me aproximo da frigideira como de um animal pronto a morder-me J) e a mania das versões mais saudáveis, cá me aventurei eu nos meus primeiros falafel, versão não frita. E que bons ficaram!




Para 3-4 pessoas
Adaptado daqui.

1 lata de 400 g (260 g peso escorrido) de grão de bico cozido, lavado e escorrido
1 dente de alho picado
½ cebola média picada
1-2 colheres de sopa de salsa picada
1 colher de chá de cominhos em pó
1 colher de chá de coentros em pó
½ colher de chá de chili em pó (não tinha, usei paprika)
1 colher de sopa de farinha
2 colheres de sopa de azeite
Rodelas de limão para servir

Preparação

1.   Secar bem o grão-de-bico usando papel de cozinha. Colocar o grão-de-bico num processador de comida juntamente com a cebola, alho, especiarias, farinha e um pouco de sal. Processar até obter uma espécie de pasta, mas ainda com alguns pedacinhos inteiros (na falta de um processador pode sempre esmagar tudo muito bem com um garfo ou esmagar o grão de bico com um passe-vite como se fosse para fazer puré e depois envolver os restantes ingredientes). Se ficar demasiado húmido acrescentar mais um pouco de farinha. Se ficar demasiado seco, acrescentar um pouco de sumo de limão.

2.   Com as mãos formar pequenos hambúrgueres.

3.   Aquecer 1 colher de sopa de azeite numa frigideira anti-aderente, em lume médio alto. Colocar os hambúrgueres e deixar alourar por uns 3 minutos. Remover os hambúrgueres, adicionar a restante colher de sopa de azeite e levar de novo os hambúrgueres a alourar, agora do outro lado, por mais 3 minutos.



Espremer um pouco de sumo de limão sobre cada falafel e servir com rodelas de limão.

Falta-me agora experimentar em pão pitta, com salada e o tal molho tahine, que lhe deve dar um toque especial.

30 dezembro, 2011

Arroz doce e um Novo Ano


Arroz doce nunca foi uma das minhas sobremesas preferidas. Para ser mesmo sincera, era um dos doces (junto com o leite creme) que eu detestava ao ponto de nem o cheiro suportar. Como a minha mãe também não era grande fã, tornou-se um doce caído no esquecimento cá por casa, para tristeza do meu pai.

Mas o Natal é época de doces tradicionais: de rabanadas e filhós, de bolo-rei e pão-de-ló, de mexidos e aletria. E este ano foi também de arroz doce, preparado lentamente e com carinho, amarelinho dos ovos caseiros oferecidos por uma amiga, e tão delicioso e cremoso que me converteu em fã.



Para 4-6 pessoas
Adaptado daqui.

100 g de arroz carolino
325 ml de água
1 pitada de sal
525 ml de leite
1 pau de canela
Casca de ½ limão
100 g de açúcar
1 colher de chá de açúcar baunilhado
2 gemas
Canela em pó para polvilhar

Preparação

1.   Levar o arroz ao lume com a água e uma pitada de sal. Deixar levantar fervura, baixar o lume para o mínimo e deixar cozer até a água desaparecer.

2.   Entretanto, aquecer o leite com a casca de limão e o pau de canela. Mantê-lo quente durante todo o processo, mantendo-o em lume brando ou ligando o lume de vez em quando para que não arrefeça.

3.   Quando o arroz estiver cozido (a água tiver evaporado por completo), adicionar um pouco de leite, mexendo o arroz constantemente, até que tenha sido incorporado. Adicionar mais um pouco de leite e continuar a mexer até incorporar. Repetir até esgotar todo o leite, adicionando-se sempre aos pouquinhos, mantendo o lume o mais brando possível, e mexendo sempre. É isto que irá permitir obter um arroz muito cremoso.

4.   Na última adição de leite, juntar o açúcar e açúcar baunilhado e mexer sempre, para incorporar. Provar para verificar a doçura, acrescentando mais açúcar se achar necessário.

5.   Quando o açúcar estiver bem incorporado, retirar do lume. Deitar um pouco da mistura do arroz doce nas duas gemas e bater ligeiramente. Adicionar agora lentamente a mistura das gemas ao arroz doce, mexendo rapidamente.

6.   Levar de novo ao lume (sempre brando) durante uns 2-3 minutos, para cozer as gemas, mexendo sempre e sem deixar ferver.

7.   Retirar do lume e deitar o arroz-doce nos recipientes para servir. Deixar arrefecer e servir polvilhado com canela em pó.




E com uma colher cheia de doçura recebo 2012, abro-lhe a minha porta e acarinho-o. E espero que a felicidade com que se enche seja suficiente para distribuir por todo esse mundo fora. Um Feliz 2012!